Curso de Atabaque

QUER APRENDER A TOCAR ATABAQUE? na T.U.2.C

Nosso Objetivo Formar bons curimbeiros e atabaqueiros, inclusive com conceitos mais específicos sobre a importância da curimba no rito umbandista, para que possam auxiliar com segurança e conhecimento, nos trabalhos espirituais de seus Templos.

Atabaqueiros

Direcionado ao “toque” – Médiuns (pessoas) que auxiliam nos trabalhos espirituais, em seus Templos, através do atabaque, instrumento maravilhoso de percussão, nas chamadas, saudação etc., das Entidades e Orixás. Nota: Para esse fim, são ministrados os chamados toques de Nações: Ijechá; Nagô; Congo de Ouro; Angola e Barra-Vento. Toques esses que se originaram do negros escravos que, ao cultuarem seus Orixás (Deuses), tocavam e cantavam em seu louvor, diferenciando, assim, a região e dialeto em que viviam na África.

Curimbeiros

Direcionado ao “canto” – Médiuns (pessoas) que auxiliam nos trabalhos espirituais, em seus Templos, com os cantos, que significam, com suas letras singelas, uma forma de oração, a fim de se obter harmonia de vibrações com as Entidades que se manifestam nos Templos e também com os Orixás. Com a união dos atabaqueiros e curimbeiros os trabalhos espirituais ganham mais harmonia, força e beleza, uma vez que o aluno é preparado, com conhecimento de causa do mesmo. Além dos Toques e Cantos, também são ministrados conceitos do rito umbandista para que os alunos tenham conhecimento adequados e, dessa forma, possam utilizar, sempre que necessário.

COMO SE FORMA UM OGÃ?

Na Umbanda e suas muitas bandas, a função do Ogã é sempre a mesma: tocar para os orixás e as linhas de trabalho que se farão presentes na gira. Respeitado fortemente na hierarquia de um terreiro, ele é o escolhido por Olorum e, então, pelos Orixás da casa para trabalhar um mistério fundamental em nossa religião.

É o mistério da invocação e evocação; chamar com respeito, agradecer pela presença e sinalizar a partida; cantar pra descer e subir. É através desse mistério manifestado nas frequências dos toques e cantos dos atabaqueiros que recebemos o axé, o conhecimento e o auxílio dentro dos terreiros. Por ter tamanha responsabilidade, um Ogã deve buscar as ferramentas para conhecer com profundidade os dogmas de cada orixá e entidade, além de ser um exímio atabaqueiro, reconhecendo a importância de cada toque (forma ritualística de percutir os tambores) e ponto (cântico sagrado).
Como já citado, um Ogã é escolhido para o ser por Deus, pelos seus orixás e pelos orixás da casa que toca. Sua missão, portanto, pode ser considerada sacerdotal e, para tal, é necessário formação e estudo aprofundado, passando pela etapas de ordenação, formação e consagração.
A ordenação costuma acontecer em alguma gira da casa, quando através de uma entidade ou o próprio orixá concede o mistério do atabaque para aquela pessoa. O atabaque concedido pode ser o da casa (significando que ele irá responder por todas as giras e pela curimba junto ao Orixá que reivindica este mistério na casa) ou para algum outro orixá (significando que aquele Ogã ordenado chefiará apenas celebrações de seu orixá).

O Ogã que chefia a curimba da casa somente é substituído quando sai da casa, quando não consegue mais tocar ou quando morre. Ainda assim, sua soberania é respeitada e cultuada junto aos atabaqueiros da casa em sinal de gratidão pelo trabalho e ensinamentos passados.
Em sua formação, que pode acontecer antes ou depois de uma ordenação, o Ogã estuda com um mestre atabaqueiro (Ogã principal ou com maior vivência, podendo ser, inclusive, de outros terreiros) e, mesmo que já conheça os toques e os pontos, aprenderá pela passagem de conhecimento através da oralidade, onde a ancestralidade do mistério da curimba é ativado. É onde a ética, os costumes, os pontos, toques e a abertura da intuição de um ogã são despertos verdadeiramente.

A formação clássica de um Ogã, ordenado ou não, só termina quando seu mestre assim dizer.
Por fim, após aprender como e porque toca, canta, se porta e sente sua conexão com os orixás através do sagrado atabaque, o Ogã é consagrado. É quando, em um cerimonial próprio de cada banda, Ogã, Atabaque e Orixá unem seu laço divino. A partir desse momento ele é um Ogã formado que pode exercer a função sacerdotal que lhe foi dada, podendo, inclusive, passar o mistério adiante.
Antigamente, por influência do Candomblé, os terreiros de Umbanda não aceitavam médiuns de incorporação ou mulheres como Ogãs. Para quebrar paradigmas, em função dos inúmeros casos enviados pela espiritualidade, hoje em dia estes não costuma mais ser um fator fundamental para, no mínimo, a formação de um Ogã.

Mulheres atabaqueiras estão sendo ordenadas para tomar a frente da curimba, assim como muitos médiuns de incorporação. Sabemos que para ao menos se formar Ogã, apenas a vontade já é fundamental. Estamos no momento em que todo ser encarnado deve buscar ampliar seus conhecimentos e, certamente, quem sente o chamado pelo atabaque tem algo a aprender.

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